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Livros de ficção ganham impulso entre os leitores que buscam entretenimento

Há dois anos nossas vidas mudaram completamente. Isolamento social, distanciamento, máscara no rosto, álcool em gel nas mãos… O tempo a mais em casa fez com que muita gente retomasse o gosto pela leitura. As vendas de livros em março de 2021, em relação a março de 2020 – quando eclodiu a pandemia no Brasil –, aumentaram 38,38% em número de exemplares e 28,46% em faturamento, de acordo com o Painel do Varejo de Livros, relatório produzido pela Nielsen e divulgado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).

Um dado interessante é o aumento de 41,4% nos exemplares de ficção vendidos – mostrando que os livros se tornaram uma válvula de escape para as pressões e as tristezas inerentes à pandemia do coronavírus. “Uma coisa é pegar um livro quando você quer aprender a fazer algo, estudar alguma teoria para um curso ou acompanhar os acontecimentos atuais. É diferente quando pegamos um livro para nos entreter nas horas de lazer com leitura, por hobby. A ficção tem o poder de nos transportar para outros lugares”, diz Uranio Bonoldi, autor da série “A Contrapartida” e especialista em tomada de decisões.

Como o objetivo é entretenimento – mais do que a busca por conhecimento -, entre os gêneros de livros mais procurados estão os clássicos, policiais e thrillers. É exatamente nessas categorias que “A Contrapartida” se encaixa. Destaque como o livro mais vendido na categoria Mistério, Thriller e Suspense, no ranking da Amazon, “A Contrapartida I” foi lançado em dezembro de 2019 e passados dois anos, o segundo volume chegou às livrarias, respondendo a algumas perguntas que ficaram em aberto e colocando o leitor diante de situações em que as ações dos personagens da trama, motivadas pela vingança, desencadeiam uma série de acontecimentos que fogem ao controle dos envolvidos.


Em “A Contrapartida”, a história de Otávio, que faz de tudo para não frustrar a mãe e honrar a memória do pai, e sua governanta, Iaúna – nascida em uma tribo indígena já extinta, atraem os leitores que buscam por uma narrativa de ficção. “Aos 14 anos, o personagem principal toma uma decisão que muda a sua vida e a daqueles ao seu redor para sempre, sem ponderar muito bem as consequências trágicas. O enredo é envolto em suspense e mistério, o que entretêm e o leitor do começo ao fim”, comenta Uranio.

Um dos destaques da obra é a presença da cultura brasileira. Uranio Bonoldi traz na série “A Contrapartida”, elementos brasileiros – a história se passa em São Paulo, mas também no Mato Grosso do Sul, e fala sobre uma tribo indígena fictícia e da Amazônia, um enredo pouco usual em livros de suspense. “Quando falamos em thrillers e suspense, pensamos logo em personagens estrangeiros, que moram na Europa ou nos Estados Unidos. Fiz questão de desenvolver toda a história com personagens que nasceram aqui, tendo a diversidade brasileira como um dos elementos principais da obra”, completa.

Para se distrair e lidar com o tédio e outros sentimentos que possam incomodar, a literatura é um prato cheio para nos levar a outros mundos sem nem precisarmos nos levantar do sofá.


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