Inscrição no auxílio emergencial 2021 será feita com cadastro antigo

Ao que tudo indica, a inscrição para o novo auxílio emergencial de 2021 vai ser feita com base nos cadastros antigos do programa. O governo federal pretende filtrar a lista de inscritos pelo banco de dados do Ministério da Cidadania, tendo em vista os critérios de renda e hipossuficiência financeira. No ano passado, quem não estivesse inscrito no CadÚnico tinha que realizar o pedido pelo site da Caixa.

Esse procedimento não será necessário para garantir as novas parcelas do auxílio emergencial em 2021. De acordo com apurações do Jornal Folha de S. Paulo, a retomada do benefício deverá atender cerca de 40 milhões de brasileiros (no ano passado, 68 milhões de pessoas foram contempladas com os pagamentos).




Veja quem poderá ficar de fora da nova lista de beneficiários do auxílio emergencial:

  • Tem vínculo empregatício em caráter ativo;
  • Quem recebe pensão, aposentadoria, benefício assistencial e/ou parcelas do seguro-desemprego.

Inscrição no auxílio emergencial de 2021 pode ser automática

De acordo com o Jornal Folha de S. Paulo, os membros do Executivo defendem a necessidade de filtrar a lista de beneficiários de maneira automática. O objetivo é de que os novos pagamentos sejam transferidos somente para os mais pobres, no sentido de manter o controle nos custos do programa. Assim sendo, não haverá necessidade de realizar nova inscrição no auxílio emergencial de 2021.




Até então, há a estimativa de que a prorrogação do programa seja liberada por meio de três parcelas (quantia de R$ 250,00 por mês). Essa mudança é vista como uma maneira de deixar o valor do benefício mais próximo aos repasses médios do Bolsa Família.

Vale lembrar que o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a retomada do auxílio emergencial foi reivindicada pelos presidentes da Câmara, do Senado e da República. No entanto, o chefe da pasta afirmou que a continuidade do programa apenas será possível com a aprovação de uma PEC de Guerra, assim como aconteceu em 2020.




“Teremos duas curvas: uma de vacinação em massa subindo para imunizar a população e garantir um retorno seguro ao trabalho, enquanto as camadas protetivas, que eram R$ 600, caíram para R$ 300. Agora, podem descer, digamos, para R$ 250; uma coisa assim”, explicou no dia 11 de fevereiro de 2021, enquanto conversava com o ex-secretário do Tesouro Nacional e atual economista-chefe do BTG Pactual, Mansueto Almeida.

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