Aeroporto de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, e outros 21 são leiloados

Dois anos após a concessão do Aeroporto do Recife à iniciativa privada, o Aeroporto de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, será um dos terminais aeroportuários levados a leilão nesta quarta-feira (07) mesmo em meio à maior crise no setor no mundo por causa da pandemia de covid-19.

A expectativa do governo federal é de que deverá ter disputa nos três blocos da licitação.




O leilão será o maior do setor já realizado, com 22 terminais aéreos divididos em três lotes para concessão à iniciativa privada. Em apenas um dia, o governo vai repassar a gestão de 22 aeroportos, a mesma quantidade dos que foram licitados nos últimos anos.

Os aeroportos serão divididos em blocos Sul, Norte e Central.




O Aeroporto de Petrolina está no bloco Central, junto aos terminais de Teresina (PI), São Luís (MA), Imperatriz (MA), Palmas (TO) e pelo principal do grupo, o de Goiânia (GO). Este é o único dos lotes com quatro capitais de estado.

Apesar disso, a maior disputa deverá ocorrer no bloco Sul, considerado o mais atraente por reunir aeroportos com bons níveis de demanda de passageiros. Este grupo é formado pelos terminais de Curitiba (PR), Bacacheri (PR), Londrina (PR), Foz do Iguaçu (PR), Joinville (SC), Navegantes (SC), Bagé (RS), Pelotas (RS) e Uruguaiana (RS).




O bloco Norte é encabeçado pelo terminal aeroportuário de Manaus (AM) e também contém os de Tefé (AM), Tabatinga (AM), Rio Branco (AC), Cruzeiro do Sul (AC), Porto Velho (RO) e Boa Vista (RR).

Com o impacto da pandemia no setor aéreo, o governo federal revisou para baixo, ainda no ano passado, as exigências de outorgas mínimas a serem pagas pelos vencedores (de R$ 609,7 milhões para R$ 189,9 milhões nos três blocos) e diminuiu de R$ 6,9 bilhões para R$ 6,1 bilhões os investimentos que devem ser realizados nos 30 anos de contrato.




A exigência de ter operadores aeroportuários dentro dos consórcios também foi eliminada para facilitar a entrada de fundos de investimento. Os consórcios, agora, podem contratar operadores por meio de acordos de suporte técnico.

Petrolina

O Aeroporto Senador Nilo Coelho, em Petrolina, foi inaugurado em 1933, mas apenas em 1984 passou a ter linhas comerciais com aviões de grande porte, ligando Petrolina a Recife, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.




Em 2000, o Aeroporto de Petrolina foi habilitado para pousos e decolagens de aeronaves destinadas ao transporte de cargas internacionais e passou a ter a qualidade de alfândega, impulsionando o desenvolvimento do Vale do São Francisco, com a exportação de frutas e vinhos para o exterior, inclusive para a Europa.

Em 2010, a unidade aeroportuária passou a operar 24 horas por dia.

O Aeroporto de Petrolina tem o maior terminal de cargas refrigeradas do País – com seis câmaras frigoríficas, capacidade de armazenamento de 17 mil caixas cada uma, e dois túneis de resfriamento, para atender a demanda de exportação de frutas da região.




O terminal tem capacidade para receber até um milhão de passageiros por ano e atende cerca de 50 municípios próximos dos estados de Pernambuco, Bahia e Piauí, contemplando o turismo de negócios, de lazer e ecológico da região.

Em 2016, mesmo com a crise econômica e política, o aeroporto movimentou 447.539 passageiros, 6.211 voos e mais de 3.660 toneladas de carga aérea.




Antes da pandemia, o aeroporto chegou a ter cerca de 440 mil passageiros anualmente, em média.

Petrolina tem voos comerciais para destinos nacionais, como Guarulhos (SP), Campinas (SP), Recife (PE) e Salvador (BA), operados pelas companhias Gol e Azul.



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