Instituto vê chance de 3ª onda no Brasil e prevê 575 mil mortes até agosto

O Brasil pode chegar a 575,6 mil mortes no dia 1º de agosto no cenário mais provável projetado pelo Instituto de Métricas de Saúde e Avaliação (IHME) da Universidade de Washington, nos Estados Unidos. No pior cenário, o país atingirá 688,7 mil óbitos no mesmo período. O instituto também avalia que é possível a ocorrência de uma terceira onda a partir do final de maio.

As estimativas, atualizadas neste sábado, apontam uma melhora no cenário mais provável (há quase um mês, o instituto previa 591,9 mil óbitos em 1º de agosto), situação em que as variantes conhecidas continuam a circular, mas o governo consegue aumentar a distribuição de vacinas.




E uma piora no cenário mais duro (neste caso, a previsão de mortes era de 653,8 mil há um mês). Ele se refere a um quadro em que os vacinados deixam de usar máscaras e voltam a adotar o mesmo nível de deslocamento que antes da covid. Vale lembrar que o imunizante te protege de desenvolver a doença, não de transmitir o coronavírus. O país atingiu, neste domingo (2), o total de 407.775 óbitos registrados.

“As projeções da Universidade de Washington estão bem precisas, pois a série histórica é estável. Até mesmo nossas insuficiências nas testagens estão refletidas”, afirmou à coluna o epidemiologista Wanderson Oliveira, secretário de Serviços Integrados de Saúde do Supremo Tribunal Federal e ex-secretário nacional de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.




Ele lembra que a situação pode piorar se a população relaxar com os cuidados. E alerta para a possibilidade de já termos a circulação da variante da Índia no Brasil, que levou ao registro de mais de 400 mil casos em um único dia no país asiático.

Os sistemáticos atrasos no cronograma de vacinação por parte do Ministério da Saúde devido à falta de imunizantes podem alterar negativamente as projeções. Da mesma forma, quanto mais tempo o país vive uma situação de livre contágio, maior é a probabilidade de gerar variantes mais transmissíveis e mais violentas.




Já em um cenário mais otimista, em que 95% da população adota o uso de máscaras em público, projeta-se um número de mortes de 525 mil, segundo o IHME, frente a 531,6 mil de quase um mês atrás. Nessa hipótese, a população adota cuidados sanitários, incluindo as medidas de isolamento social que são atacadas por Jair Bolsonaro.

Neste domingo (2), manifestações de fãs e seguidores do presidente em diversas cidades pediram o fim de medidas de restrição contra a covid, além de defender um golpe militar, a destituição dos ministros do STF e o fechamento do Congresso Nacional.

Via UOL



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