ACIC e Sindloja apresentam cartas com medidas alternativas às restrições do Governo de Pernambuco

O Sindicato dos Lojistas do Comércio de Caruaru (Sindloja) e a Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (ACIC), em Caruaru se posicionaram, através de uma carta aberta, a respeito do decreto do Governo de Pernambuco, ao determinar uma quarentena de dez dias em todo estado.

Tanto o Sindloja como a ACIC não estão satisfeitos com as medidas tomadas, entre elas, o fechamento do comércio e outros setores econômicos, de 18 a 28 de março. A associação e o sindicato reforçaram que entendem a gravidade da pandemia da Covid-19, mas que também se preocupam com as demissões em massa.




A ACIC e o Sindloja apresentaram medidas alternativas para a reabertura das atividades econômicas, que no decreto estadual, foram consideradas não essenciais. Entre as sugestões estão uma escala de horários para o início das atividades, o fechamento de um acordo com as entidades para reforço das medidas sanitárias necessárias para o enfrentamento da pandemia, possibilitando ações negociais atendendo o protocolo sanitário e também a adoção de um posicionamento claro sobre o pós- decreto.

O Governo de Pernambuco, através da Secretaria do Trabalho, diz reconhecer todas as dificuldades enfrentadas pelo comércio e relatadas pelo Sindloja neste momento de pandemia. Mas a decisão de iniciar um novo período de quarentena rígida levou em conta a sobrecarga do sistema de saúde, com cerca de 97% leitos de UTIs ocupados, e o risco de colapso da rede hospitalar com pessoas circulando nas ruas.




Para combater os efeitos da Covid-19 na economia, o Governo Estadual, através da Agência de Empreendedorismo de Pernambuco-AGE, anunciou linha de crédito emergencial para micro e pequenas empresas, desde o dia 15 de março. O Governo também reforça que abriu um diálogo com todos os prefeitos para pedir apoio nas medidas restritivas de circulação de pessoas, com a Fecomércio, com a Fiepe, associações de shoppings centers, sindicatos de hotéis, Associação Comercial de Pernambuco e restaurantes para encontrar caminhos que possam reduzir os impactos da pandemia na economia.




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